Implosion Notorious

Carolina Marques!

É assim que você quer ter sucesso?

Acho um absurdo que para as pessoas (mulheres principalmente) subirem na vida, terem sucesso, dinheiro ou simplesmente chamarem a atenção para de certo suprir uma carência de não serem interessantes ou inteligentes, aparecem sem roupa em revistas, televisão, compõem músicas cuja letra diz “creu” e carnaval então nem se fala..

As novelas estão recheadas de cenas de sexo, a televisão está apelando cada vez mais. Como por exemplo, mostra as cenas da Natalie Lamour interpretada pela Deborah Seco na novela Insensato Coração. Das poucas vezes que vi essa novela para tentar simpatizar, dei de cara com as cenas da Natalie quase (praticamente) nua e agora falando de uma maneira meio suja, se arreganhando.

E a Bruna surfistinha, uma adolescente de 17 anos que saiu de casa, onde tinha de tudo, para se prostituir e usar drogas, então acabou virou uma celebridade, lançou sua super e interessante autobiografia contando suas aventuras sexuais, ou melhor, gritando para o mundo o quanto está “rodada” e ainda teve um filme lançado para contar a sua historia. Como se a vida de Raquel Pacheco fosse um ótimo exemplo para nós mulheres, como se fosse um motivo de orgulho se prostituir e usar drogas. Então o nosso querido e culto povo Brasileiro vê Raquel Pacheco como uma super mulher e pior que isso são as pessoas que gastam seu dinheiro adquirido com muito trabalho, assistindo ao filme e comprando o livro ” Na cama com Bruna Surfistinha”…os homens assistem ou lêem porque babam por ela igual cachorro babando pelo osso e as mulheres porque ficam se comparando e se perguntando “o que ela tem que eu não tenho?”! NADA! Prostituição não é motivo de orgulho, todos nós sabemos que existem muitas crianças e adolescentes nesse meio, das quais deveriam estar na escola estudando para procurar melhorar de vida!

Não podemos esquecer de  Geisy Arruda, a garota que foi hostilizada pelos colegas de faculdade por ter ido para a aula com um micro vestido. O assunto repercutiu aos montes na mídia e o que aconteceu? As pessoas morreram de pena da pobre e inocente Geisy que foi humilhada por usar seu vestidinho curto e aonde ela foi parar? Na playboy, mostrando tudo, menos inocência. Mais uma celebridade para nós povo brasileiro nos enchermos de orgulho! 

A televisão realmente nos proporciona programas muito educativos, eu fico pasma com BBB, os participantes são escolhidos à dedo, na edição de 2011 não sei quantas garotas de programa haviam, inclusive uma delas usava maria chiquinha no cabelo, querendo passar uma imagem que nela NÃO EXISTE. Uma das edições passadas a mulher gemia deitada na cama com sei lá quem! E com certeza no final é o Bial é quem se dá bem! ;). 

E nos programas de auditório, quando o câmera Men chegavam tão perto que dava para enxergar o útero da Carla Perez na época em que ela dançava no É o Tchan. Queria ver se fosse a mulher dele dançando!

Mas é claro que a música também tem a sua vez, afinal de contas quem nunca escutou “crééééu”?…Ou então a musica cujo nome diz “Relaxa Senão Não Encaixa” com a letra mais educativa do mundo que fala “Novinha vem fazer comigo. O que você, mas gosta. Relaxa senão não encaixa. Te pego de frente te pego de costas”.

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Agora imagine você mãe e pai, que com certeza quer o melhor para a sua filha, que a criou com tanto carinho e dedicação, imagine você pai, homem de família se deparar com uma foto da sua filha cuja cena é:

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E existem cenas piores!!!

Maass agora está surgindo uma nova moda pessoal, essa sim vai DAR o que falar, para quem não sabe a moda agora é implante de 3° seio! O pior é que é verdade!!!!

 Eu amo o meu país, mas MORRO DE VERGONHA do povo brasileiro!

Carolina Marques

O estopim

Quero expor o que penso sobre o massacre em Realengo, aliás, não é só um pensamento, mas sim o que eu sinto sobre isso! 

Antes de tudo, terei que contar o que vi acontecer cerca de oito anos atrás (acho que até mais).

 Certo dia eu estava pelas redondezas do meu antigo colégio, onde eu fora encontrar alguns amigos e notei que havia um aglomerado de pessoas todas voltadas para o meio da rua e também uma ambulância, então eu parei para olhar. Havia um corpo estirado coberto com um pano branco, era uma criança. Todos comentavam que se tratava de um menino que estava brincando e quando atravessou a rua correndo, perdeu se chinelo, quando voltou para buscá-lo, o ônibus passou por cima. Os socorristas tiraram então o pano branco, deixando exposto o cérebro do menino, sim, o ônibus havia passado por cima de sua cabeça. As pessoas que ali estavam, começaram a vomitar, choravam, estavam horrorizadas e se perguntando o porquê de ser um menino tão novo com uma vida toda ainda pela frente. A mãe do menino chegou, entrou em choque, sua criança fora levada pela morte, foram muitos os gritos de dor. E mesmo assim, diante de tanta tristeza, as pessoas que ali estavam não conseguiam parar de olhar, nem para mãe que estava sofrendo e nem para o corpo! 

Isso mostra que o ser humano é viciado em tragédia. Dói, mas não conseguimos parar de olhar. Todos nós nascemos com dois lados, o do amor e o obscuro, somos capazes de amar tanto quanto odiar. Todo ser humano já sentiu ódio, todos já sentiram vontade de matar alguém, mas ninguém admite, as pessoas escondem o que sentem por medo, medo do que dirão e medo de reconhecer seu próprio inferno, mas ele está lá, podendo estourar a qualquer momento.

A diferença é que aprendemos a controlar a nossa raiva, convivemos com pessoas que nos ajudam nesse processo desde pequenos. Talvez Wellington pode não ter tido quem  o ensinasse a alimentar seu lado bom, tendo dito que crianças são impuras, o que pode ter acontecido na sua infância para que hoje pensasse assim? Que trauma sofreu? Violência? Abuso? Wellington fora mais um que teve coragem de fazer o que todos já sentiram vontade uma vez na vida, mas não tiveram essa coragem.  E o suicídio? Em algum momento de nossa vida também pensamos nisso, eu mesma já me disse varias vezes “não tenho coragem” para mim uma pessoa que tira a própria vida não é covarde e sim corajosa. 

Meus pais me ensinaram a alimentar o meu lado bom, embora o outro lado fale muito alto, sim, eu reconheço e me aceito dessa forma. Talvez eu pudesse não ter tido a sorte de me controlar, talvez eu não soubesse sobre o amor, eu poderia então ser mais um Wellington, mais um Eric Harris ou mais um Dylan Klebold.

Eu não o julgo, apenas tento entender a força que o impulsionou a fazer isso, pois um dia Wellington também foi um bebê, também teve sua inocência, mas em qual profundidade de sua alma estava o estopim? Fico pensando no que ele estava sentindo e pensando no momento do crime.  Ele fora culpado, mas também uma vitima, vitima de sua escuridão, vitima do que faltou em sua vida. Poderia ter sido qualquer um de nós com a arma na mão!

Nota: Esse texto não é para dizer que o aconteceu foi certo ou errado! Penso na dor dessas familias que perderam seus filhos e espero que tudo amenize. Minha intenção foi ressaltar o outro lado, o que pode ter levado Wellington a ficar tão perturbado!